sábado, 30 de setembro de 2017

Crime, Disse Ela (1984-96)


Crime, Disse Ela ( alias "Murder She Wrote")
Nascimento: 30/09/1984.

Morte: 19/05/1996.
Causa de morte: Cansaço e mudança para um horário fatal.

Enquanto a maioria das avozinhas cuidado dos netos e da vida dos outros nas esplanadas dos cafés ou centros de saúde, Jessica Fletcher (Angela Lansbury, a actriz com nacionalidades britânica, americana e irlandesa; "Se a Minha Cama Voasse..." (1971), "A Bela e o Monstro" (1991), "O Retrato de Dorian Gray" (1945), etc) dedicava-se a matar pessoas - no papel - e a resolver mistérios e assassinatos que aconteciam onde quer que fosse, tanto na sua cidadezinha Cabot Cove ou nas visitas a Nova Iorque. Ficam avisados, se virem esta professora reformada, escritora de novelas policiais e detective nas horas vagas, mudem de cidade imediatamente. E foram muitas as vítimas ao longo de  12 temporadas com 264 episódios [estimadas em cerca de 2% dos habitantes de Cabot Cove] e ainda 4 tele-filmes ["South by Southwest" (1997), "A Story to Die For" (2000), "The Last Free Man" (2001) e "The Celtic Riddle" (2003)], um crossover num episódio de "Magnum P.I." (1980-88) com Tom Selleck e até um spin-off (uma série derivada) que fracassou: "The Law & Harry McGraw (1987-88)".
Além do carisma da protagonista, a actriz mais bem paga da época (e nomeada para 12 Emmys e 10 Golden Globes pela série), outro elemento gravado a fogo na memória dos espectadores: o tema do genérico inicial:

Genérico inicial da 4ª Temporada:


Exemplo do genérico final de um dos episódios:


Com qualquer série de sucesso também gerou algum merchandising, mas se não tivemos direito a figuras de PVC Maia e Borges de Jessica e dos cadáveres - por exemplo a RTC (Rádio Televisão Comercial) e Editorial Publica editaram uma colecção de livros "Crime, Disse Ela.". Abaixo a capa do nº2, da minha colecção pessoal:

"Viva O Crime!", escrito por James Anderson, que adaptava os episódios "Hooray for Homicide" e "Deadly Lady", os episódios 3 e 2, respectivamente.

O jogo de tabuleiro de 1985:

Apesar da protagonista acusar cansaço de estar presa à personagem ao fim de quatro anos de episódios, mudanças foram feitas e a série continuou. Em duas temporadas Angela Lansbury só aparecia como Jessica a modos de anfitriã, no inicio e final de cada episódio protagonizados por vários dos seus amigos. Em 1991 voltou-se ao esquema habitual e no final de 1995 a 12ª - e ultima - temporada mudou de dia e de horário no alinhamento da CBS e não conseguiu competir com as sitcoms e dramas do canal rival NBC e foi cancelada em 1996. Na época os fãs em fúria acusaram a CBS de querer sabotar a série, imagino a tempestade se já existisse Facebook e Twitter nessa época!

A estreia em Portugal deu-se no dia 20 de Setembro de 1985, nas sextas à noite, antes do Último Jornal.
Curiosamente, no "Diário de Lisboa" a estreia anuncia-se como "Cíume, Disse Ele".
"Diário de Lisboa" [20/09/1985]

"Diário de Lisboa" [27/09/1985]
Abaixo uma critica pouco abonatória de Mário Castrim, que estava longe de imaginar que uma série "grotescamente simplória" durasse 12 temporadas! Pessoalmente, acredito que esse elemento de simplicidade tenha sido um dos factores de sucesso.
"Diário de Lisboa" [2/10/1985]


Texto original: "Enciclopédia de Cromos Tumblr: Crime, Disse Ela".

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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Que Loucura de Mulher (1985)



"Weird Science"  ["Que Loucura de Mulher" em Portugal, "Mulher Nota 1000" no Brasil], escrito e realizado por John Hughes estreou alguns meses depois [02-08-1985] do mais conceituado "O Clube" ("The Breakfast Club" ) mas esta comédia trapalhona é bem distante do estilo do anterior, apesar de um dos protagonistas Gary (Anthony Michael Hall) ter pelo menos um diálogo que ecoa a sua personagem em "O Clube". Wyatt (Ilan Mitchell-Smith) é o comparsa mais abastado de Greg e ambos são nerds introvertidos sem sucesso com o sexo oposto.

Em épocas de grande desenvolvimento tecnológico tudo parece possível. Numa década com gravadores vídeo, walkmans, e os computadores pessoais com as seus acessórios provavelmente o utilizador comum podia pensar que não estava longe o dia em que podiam criar tudo o que desejassem na sala de estar aos comandos do ZX Spectrum ou Amiga (neste caso concreto um Memotech MTX 512). E não estou a falar de impressoras 3D.

No filme graças à invasão das bases de dados militares dos EUA, velas, uma boneca, soutiens na cabeça e uma tempestade espontânea, dois putos do secundário criam a sua mulher de sonho. O nome atribuído pelo duo a essa bomba sexual é Lisa (Kelly LeBrock). Aliás, até ter visto o filme a única cena que conhecia é a épica entrada de Lisa, envergando apenas cuecas azuis e uma minúscula blusa branca. Esta imagem perdoa os outros figurinos e penteados horríveis que enverga ao longo da fita.



Como diz a letra da canção dos Oingo Bongo [a banda que na época tinha como vocalista Danny Elfman mais conhecido como o compositor de das bandas sonoras de "Batman" e outros filmes de Tim Burton e muitos mais], "Weird Science" (que se mete na cabeça!!), "magic and technology" e "fantasy and microchips". Magia que aprenderam não sei onde, porque o filme onde se inspiram, o Frankenstein até é mais cientifico. Mas, numa comédia nem tinha que fazer sentido. Voltando ao "Frankenstein" (de 1931), se estranharam as cenas coloridas, o IMDB esclarece que esses clipes foram feitos propositadamente para o filme. O videoclip da canção tema dos Oingo Bongo também usou a estética do velhinho Frankenstein:





Depois de todas as tropelias e das miúdas - Deb (Suzanne Snyder) e Hilly (Judie Aronson) - uma loura e outra morena, que os protagonistas desejavam no inicio da fita se "apaixonarem" por eles, a festa termina e toda a confusão é limpa. E os bullies Ian (Robert Downey Jr.) e Max (Robert Rusler) que até antes eram namorados delas, e que as largaram pela chance que Wyatt e Greg lhes construíssem uma mulher de sonho como Lisa ... e que raio lhes aconteceu? Não reparei se fugiram quando começou o caos da magia descontrolada. E aos avós em estado catatónico guardados num armário? Assumimos que tudo voltou magicamente ao normal mas com tanto destaque anterior a esses personagens, esperava que... Entretanto, li num artigo que Hughes escreveu o argumento em 2 dias. 'nuff said.



O comportamento e o propósito de Lisa são tão inconsistentes que até parece bipolar ou um produto com defeito. O mais consistentemente divertido é Chet, o bully irmão de Wyatt, desempenhado por Bill Paxton. O actor que já foi caiu vítima de um Predador, um Alien e um Exterminador, neste filme apesar de vivo tem um destino bem mais...malcheiroso. Depois de acabar de ver o filme é que confirmei na Wikipedia que a cena dos motards "mutantes" era literalmente saída de "Mad Max 2", com o actor Vernon Wells a fazer um personagem do género do seu Wez no êxito de 1981.
O sucesso do filme originou uma série de cinco temporadas entre 1994 e 1998"Weird Science" [video].

"Que Loucura de Mulher" estreou nas salas portuguesas (pelo menos nos cinemas da capital) com classificação para maiores de 6 anos (dias depois já com a indicação maiores de 12, pelo menos no "Diário de Lisboa") no dia 15 de Janeiro de 1987, altura em que estavam em exibição por exemplo "Howard e o destino do Mundo", "Duelo Imortal", "As Aventuras de Jack Burton nas Garras do Mandarim", "Nove Semanas e Meia" e "Aliens: O Recontro Final", estreados no final de 1986.

"Diário de Lisboa" [15-01-1987]
 Uma das críticas mais curtas que já vi no jornal: "De são e de louco todos os filmes têm um pouco..."
"Diário de Lisboa" [17-01-1987]

Em suma, tem um conceito divertido, mas a execução é uma confusão, salvando-se algumas cenas quase desligadas do tom do filme, a criminosa sub-utilização de Kelly LeBrok, uma boa trilha sonora e a ruptura casual da quarta parede.



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

The Breakfast Club (1985)

O Paulo Neto já tem o artigo do "The Breakfast Club" (1985) desde 2012 no blog, e eu finalmente resolvi ver o filme, já se tornava vergonhoso o "fundador" de uma página de nostalgia não ter visto ainda um dos obrigatórios da década de 80. Reproduzo então o texto para o Cine31 de "O Clube" (1985):




"Breakfast Club", somente "O Clube" em Portugal, porque os Deuses das Traduções não conseguiam passar do "O Clube do Pequeno-Almoço". Os manos do Brasil foram brindados com uma nova aventura de Enid Blyton: "O Clube dos Cinco". Traduções à parte, finalmente decidi-me a ver este clássico que integra todas as listas de filmes obrigatórios da década de oitenta. E como nos meus anos de juventude sempre fugi de recomendações para ler, ver ou ouvir, aqui estou eu, mais de três décadas depois da estreia da fita (7-2-1985 nos EUA, 5-9-1985 em Portugal) a tentar perceber porque é tão famoso.


A sinopse é extremamente simples, um grupo de cinco jovens estudantes oriundos das várias tribos indígenas das escolas norte-americanas (e não só). Os populares Claire (Molly Ringwald) e Andrew (Emilio Estevez), a menina rica e o desportista; os outsiders John (Judd Nelson), Allison (Ally Sheedy) e Brian (Anthony Michael Hall), respectivamente o bad boy pequeno delinquente, a maluca anti-social e o marrão (que não é gordo e nem tem óculos) estão todos condenados a passar um longo sábado de castigo na escola a escrever uma composição sobre eles e o que os levou a ser castigados. Obviamente, nada corre como planeado pelo professor Vernon (Paul Gleason) e além de quebrar as regras da escola e do castigo, o grupo vai conviver e partilhar os seus problemas e ver além da máscara que cada um usa quotidianamente.

Creio que o único filme do John Hughes que assisti anteriormente foi "O Rei dos Gazeteiros" que só apreciei devidamente ao segundo visionamento, e fiquei fã do estilo de realização, do mise en place, da cinematografia, que não é banal nem artificial. Levei boa parte do filme a antecipar como um realizador ou argumentista tarefeiro teria previsivelmente abordado cada um dos actos da fita. Não temos propriamente um 'obstáculo final' a vencer, a não ser o relógio que vai ditar a separação do grupo, e no entanto tudo funciona. Imagino o outrage da comunidade cibernauta se o filme estreasse em 2017 e um dos primeiros diálogos de um dos protagonistas fosse uma proposta de violação em grupo.

Nota: Descobri agora mesmo que "O Meu Tio Solteiro" e "Antes Só Que Mal Acompanhado" também são dele. Como eu abominava estes filmes que me parecia passar na TV 500 vezes.

Trailer:



Ironicamente, mas não acidentalmente, o elemento mais ausente é o mais debatido: os pais (apenas vistos de relance), e a relação do "clube dos cinco" com eles. Mas alcançando fora dos muros caseiros, aborda também a prisão e dependência dos estereótipos, grupos e expectativas na escola. Todo o filme caminha na fina linha entre o divertido e o ridículo, entre o dramático e o choradinho. Sem julgar. O momento mais convencional será porventura o previsível recurso a estupefacientes para facilitar a partilha de sentimentos. Surpreende por resistir a fazer do professor um vilão total, e claro, a banda sonora ajuda  o espectador a imergir na época. Recomendo totalmente, e estou ansioso para o rever.

Texto Original: Cine31 de "O Clube" (1985):

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

"I'm Too Sexy" Right Said Fred (1991)

por Paulo Neto

Após a épica revelação do novo single de Taylor Swift, "Look What You Made Me", os fãs de música pop mais atentos notaram que a parte do refrão em que o título é repetido tinha o mesmo padrão rítmico do clássico de 1991 "I'm Too Sexy" dos Right Said Fred. Embora essas semelhanças não eram suficientes para levantar acusações de plágio, só para evitar chatices, foi atribuído também créditos de composição aos irmãos Richard e Fred Fairbrass, que assim vêem aumentar o valor dos royalties proveniente da canção que os tornou famosos e que é um clássico incontornável da música de dança do inícios dos anos 90.



"I'm Too Sexy" é daquelas ideias tão básicas (alguns diriam mesmo "parvas") que dão a volta e ficam interessantes. E claro que uma canção em que a letra fala de alguém que se acha sexy demais para tudo só podia ser interpretada por dois irmãos carecas e musculados a mostrar o caparro no videoclip.



Porém antes de falar da história da banda e da canção, há que desfazer duas ideias arreigadas sobre os irmãos Fairbrass: apesar do nome da sua banda, que canta é o Richard, não o Fred (o nome da banda vem de uma canção de 1962 de Bernard Cribbins) e eles não são gémeos: o Richard é o irmão mais velho, nascido a 22 de Setembro de 1953 e o Fred (que na verdade chama-se Christopher) o mais novo, a 2 de Novembro de 1956. Na altura do sucesso de "I'm Too Sexy", havia um terceiro membro da banda, o guitarrista Rob Manzoli, que ao contrário dos manos, tinha uma farta cabeleira e mantinha-se completamente vestido. 

Os irmãos Fairbrass começaram a carreira em finais dos anos 70 na banda The Actors. Durante os anos 80, os dois trabalharam como session musicians para outros artistas. Por exemplo, Richard tocou baixo para nomes como Boy George, Mick Jagger e David Bowie (aparecendo mesmo no videoclip de "Jazzin' For Blue Jean") e Fred tocou guitarra para Bob Dylan. Em 1989, formaram os Right Said Fred e após algumas flutuações na formação, a banda ficou consolidada com a entrada de Robert Manzoli e em 1991, editaram o álbum de estreia "Up", que continha o hit que os marcaria para a posterioridade. 

Segundo Richard Fairbrass, a ideia para "I'm Too Sexy" ocorreu-lhe durante uma ida ao ginásio, onde observou muitos dos frequentadores em poses narcisistas. Então para fazer troça, resolveu tirar a T-shirt e cantarolar "I'm too sexy for my shirt" diante de um espelho e o resto foi história, com a letra a evoluir para uma paródia do mundo da moda, que na altura estava a ganhar uma notoriedade mediática nunca antes vista.

Os Right Said Fred originalmente gravaram a canção como um tema indie-rock, que foi rejeitado por várias editoras. Um radialista sugeriu-lhes que regravassem como uma canção dançável e eles aceitaram a ideia. O DJ Tommy D reconstruíu a faixa em torno dos arranjos vocais originais e Rob Manzoli adicionou um riff de guitarra emprestado de "Third Stone From The Sun" de Jimmy Hendrix. 


Graças à sua nova roupagem dançável, o recorte humorístico e o videoclip, esta nova versão de "I'm Too Sexy" acabou por se tornar um hit global, chegando ao n.º 1 dos tops de países como Áustria, Austrália, Irlanda e Estados Unidos. No Reino Unido, ficou seis semanas no n.º 2, "bloqueado" pelo épico "Everything I Do (I Do It For You)" de Bryan Adams. Desde então, "I'm Too Sexy" tem sido utilizado e adaptado das mais diversas formas, desde anúncios de rebuçados a bandas sonoras de filmes e séries. Inclusivamente, e não sem ironia, foi adoptado pelo mundo da moda que parodiava, com várias marcas a utilizarem o tema em desfiles ou campanhas publicitárias. O tema valeu também à banda o primeiro de dois prestigiados prémios Ivor Novello.   

O sucesso porém foi agridoce para a banda. Richard Fairbrass referiu algumas vezes que o sucesso de "I'm Too Sexy" teve um lado negro, como o constante assédio dos media (chegaram a ter paparazzis constantemente à porta das suas casas) e o facto de toda a sua carreira ser reduzida a essa canção. Por vezes, os Right Said Fred chegaram mesmo a contrariar os fãs que iam aos seus concertos tocando somente os primeiros acordes de "I'm Too Sexy", ou então a versão de 12 minutos. Mas entretanto, os Right Said Fred (que desde a saída de Rob Manzoli em 1997, passaram a ser basicamente somente os irmãos Fairbrass) parecem já ter abraçado o legado de "I'm Too Sexy", reconhecendo que é graças a esse tema que ainda hoje continuam activos na sua carreira musical.

Embora para muita gente seja difícil lembrar-se de outra canção da banda, a verdade é que os Right Said Fred estão longe de ser "one hit wonders". Aliás em 1992, obtiveram o n.º 1 no Reino Unido que tinha sido negado a "I'm Too Sexy" com o terceiro single "Deeply Dippy" (pelo qual receberam o segundo prémio Ivor Novello). O segundo single "Don't Talk Just Kiss" teve a participação da consagrada cantora soul Jocelyn Brown. 
Pessoalmente, a minha canção preferida dos Right Said Fred é "Wonderman", do segundo álbum "Sex And Travel", que é sobre o Sonic The Hedgehog.
Em 2001, obtiveram um êxito inesperado em países como a Alemanha com "You're My Mate" e o seu single de 2002 "Stand Up (For The Champions)" tem sido utilizado em vários eventos desportivos.

"Don't Take Just Kiss" (com Jocelyn Brown) (1991)



"Deeply Dippy" (1992)



"Wonderman" (1993)



"You're My Mate" (2001)


"Stand Up (For The Champions)" (2002)



Richard e Fred Fairbrass em 2015

À parte da carreira musical, Richard Fairbrass apresentou alguns programas de televisão, como o concurso "Desert Forges". Abertamente bissexual, é também activo na defesa das comunidades LGBT. Em 2007, ele e o irmão foram agredidos na Rússia por um militante ultra-nacionalista. 





domingo, 10 de setembro de 2017

O Circo - Grande Concurso do Leite Chocolatado Gresso (1985)

 Mais um concurso para recortar letras para formar a palavra da marca. O concurso era "O Circo - Grande Concurso do Leite Chocolatado Gresso". A primeira página do anúncio tem o cupão e explica os detalhes, e a segunda página expõe os prémios: computadores, bicicletas, relógios digitais e jogos.

Além da quantia de "200.000$00 a dividir pelas mães dos 5 primeiros contemplados". Se os meus olhos não me falham os prémios eram "ZX Spectrum 48K" e bicicletas BMX. Os outros  premiados levavam jogos de tabuleiro e relógios digitais de que não consigo reconhecer marca ou modelo, mas fazem lembrar aqueles Cásio com calculadora. A senhora do reclame também me parece familiar...


As 6 embalagens de temática circense do leite achocolatado Gresso, e a a parte frontal da embalagem com a vaquinha de flor na boca:


Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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sábado, 9 de setembro de 2017

Sumos Fresky (1985)

Anúncio em formato de um jornal dos sumos de frutos "Fresky", variedades laranja e ananás, com chancela Agros. O jornal tinha conselhos para acampar, brincar e esperar três horas para terminar a digestão antes de mergulhar. A linguagem do primeiro "artigo" é suspeitamente semelhante à que podíamos encontrar nas revistas brasileiras: "Hum! com aquele gostinho de que Você tanto gosta. E pode escolher, aquela gostosura boa da laranja ou o gostinho óptimo do ananás. ai é só colocar bastante gelo e curtir aquele saborzinho bem geladinho. Mas para transar esta delícia, use sempre os sumos de frutos FRESKY, naturalmente." Transar? Se as novelas brasileiras me ensinaram bem, transar tem pouco que ver com sumos de fruta! ..."que delícia!".

Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Concurso Sumos Compal (1985)


Publicidade ao "Concurso Sumos Compal" de 1985.
O próprio anúncio já incluía uma das letras a recortar - também das embalagens dos sumos - para participar no Concurso.
Os prémios, além dos milhares de puzzles, incluíam "dezenas de computadores e bicicletas", mais concretamente 50 computadores "Timex Spectrum 48K" e 50 Bicicletas "Órbita". Tinha impressão que os computadores pessoais da Timex eram clones dos Spectrum da Sinclair, foi olhar na Wikipedia que a Timex e a Sinclair fizeram uma parceria para lançarem juntos novas máquinas baseadas nos anteriores da Sinclair que já eram produzidos pela Timex, incluindo a Timex Portugal, mas talvez algum leitor mais conhecedor possa esclarecer, porque na ilustração realmente parece um ZX Spectrum tradicional...

E claro não podia faltar o slogan: "Compal é mesmo natural".

Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mickey Story - Caderneta de Cromos (1985)


Publicidade à caderneta de cromos da Panini "Mickey Story", a História do Rato Mickey. A colecção era composta de 360 cromos autocolantes e cada carteirinha de 6 cromos custava 15$00.


Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Pateta & Companhia (1985)

Publicidade de 1985 à revista mensal "Pateta & Companhia", com 64 páginas e 90$00 de preço de capa.


Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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Quem Manda Sou Eu! (1991)

por Paulo Neto

Como já referi algumas vezes, o início dos anos 90 foi muito fértil em termos de ficção televisiva nacional com a RTP a exibir várias séries de diversos géneros e formatos. A série de que eu vou falar hoje também pertence a esse período e lembro-me de segui-la com regularidade quando foi exibida na RTP1 aos sábados à tarde e uma recente reexibição na RTP Memória ajudou a avivar memórias. Pelo que me recordava da série, o que eu mais gostava era da química entre o quarteto protagonista. 



"Quem Manda Sou Eu" tinha várias particularidades que a fazia distinguir das outras séries: a sua estrutura e dinâmica era semelhante às das sitcoms americanas, tinha como centro da trama uma família em que os pais eram divorciados (algo ainda raro de se ver em televisão na altura) e os seus dois jovens protagonistas eram os filhos de Tozé Martinho, que era o produtor. Os textos eram da autoria de Manuel Arouca e a direcção de actores esteve a cargo de Armando Cortez. Segundo Tozé Martinho, este projecto foi inicialmente feito para a prateleira da RTP, mas após a apresentação dos sete primeiros episódios, a RTP comprou logo o projecto e encomendou os seis episódios restantes. Os 13 episódios foram exibidos originalmente entre 2 de Fevereiro e 27 de Abril de 1991.



Mas vamos à história: Inês (Rita Martinho) é uma adolescente muito precoce e inteligente cuja maturidade leva-a por vezes a ser ela a mandar na família quando a situação é crítica (daí o título), ao passo que o seu irmão Duarte (António Martinho) é um cábula preguiçoso e boémio. No entanto, os dois irmãos têm uma grande cumplicidade e costumam unir forças. Isto porque ambos mantêm a esperança que os seus pais Salvador (Vítor de Sousa) e Joana (Guida Maria) voltem a casar de novo. O que não é fácil pois os dois se separaram de comum acordo e estão convictos em seguir em frente com a vida e em só lidar um com outro no que diz respeito aos filhos. Publicitário bem-sucedido, Salvador quer aproveitar a sua nova vida de solteiro para sair com mulheres mais novas e Joana, apesar da sua vida desregrada e de estar sempre a mudar de emprego, também vai tendo os seus namorados. Só que Inês e Duarte não estão pelos ajustes e fazem tudo para afastar os pretendentes dos pais. Por vezes esses planos passam pelos dois irmãos vestirem-se de espiões ou detectives para achar algum podre naqueles e aquelas que andam com os pais. E muitas vezes, sai o tiro pela culatra com resultados hilariantes.



Ao longo dos treze episódios, a série contou também com participações de nomes como Armando Cortez, Manuela Maria, Julie Sargent, José Raposo, Maria João Abreu, Igor Sampaio, Carlos Areia, Maria João Lucas, Sofia Sá da Bandeira, Peter Michael e João Baião.

Tanto Rita como António Martinho tinham feito pequenas participações em projectos anteriores do pai, como "Palavras Cruzadas", "Os Homens da Segurança" ou "Ricardina e Marta", mas apesar de protagonizarem esta série, já na altura os dois referiam que não pretendiam levar avante uma carreira na representação. Rita Martinho só voltou a ser vista na série "Catavento" e em dois episódios da série de adaptação dos livros da colecção "Uma Aventura" (uma das autoras, Ana Maria Magalhães, é a sua tia). Já António Martinho passou para o lado de lá das câmaras, tendo sido operador de câmara e mais tarde realizador em várias séries e telenovelas. 


O site "Brinca Brincando" (de onde são retiradas estas imagens) refere também maneira curiosa como a produção ocultava as marcas comerciais.





Os 13 episódios da série estão disponíveis no Dailymotion. Eis alguns deles:


Episódio 1


Episódio 2
 

 Episódio 8
 

 Episódio 12
 


A série também se encontra disponível na íntegra na RTP Arquivos: https://arquivos.rtp.pt/programas/quem-manda-sou-eu/

domingo, 3 de setembro de 2017

Gelados Dá Cá - Colecção Disney (1985)

Nos primórdios da Enciclopédia recordei os "Gelados Tá Tá", uma das marcas que vendia gelados dentro de bolas de plástico. Hoje publico esta publicidade dos "Gelados Dá Cá" ("Dá Cá", "Tá Tá", como o ovo e a galinha, qual nasceu primeiro? Tenho as minhas suspeitas.) que encontrei no meu arquivo de revistas:
Décadas antes de o Dr. Hannibal Lecter fazer algo semelhante, já a petizada portuguesa se deliciava a devorar gelado da cavidade cranial das suas personagens preferidas. Segundo as ilustrações do anúncio - que até inclui as instruções para desfrutar destes gelados, que também davam para brincar e coleccionar - os modelos existentes eram o Tio Patinhas, o Mickey, o Pateta, a Margarida e o Donald.
E além desta colecção de personagens Disney a que tirar a tampa, a mais famosa dos Gelados Dá Cá será o conjunto de mosqueteiros de "Dartacão e os Moscãoteiros". Uma foto que encontrei na Internet há algum tempo:
Curiosamente, a figura de cartola é a cabeça do Pato Donald com o chapéu do Tio Patinhas!
Espero um dia encontrar a publicidade a estes gelados do Dartacão.

Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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